"Cada criança nasce no seio
duma família. O rosto do pai e da mãe representam o que a criança vê em primeiro
lugar. No sorriso dos pais, a criança descobre os primeiros traços de humanidade. É
pela mão dos pais que ela aprende a andar. Deles aprende a confiar no amor. Um ser humano
que é privado desta experiência no início da sua vida, terá dificuldade em confiar nos
outros, a acreditar que, no amor, é possível dar e receber.
É amando que o homem se torna
plenamente o que ele é. Pois Deus - que é amor- criou-o à sua imagem: homem e mulher
(Gn 1,27). Quando um homem e uma mulher se encontram, se amam, já não querem viver um
sem o outro; então, prometem fidelidade para toda a vida. Ambos admitem mutuamente o sacramento
do Matrimónio. E porque não se trata somente do amor destas duas pessoas, mas
também do amor de Deus, fazem esta promessa em público, diante do padre que representa a
Igreja e das testemunhas. A sua união é selada por um dom mútuo entre ambos: tornam-se
"um só corpo e uma só alma" encontrando assim a sua plenitude e a felicidade.
Do seu amor pode nascer uma nova vida: o homem e a mulher tornam-se pai e mãe. A sua vida
dilata-se. Cada criança é um dom de Deus, mas também uma responsabilidade. Por isso é
bom que os esposos projectem a sua vida diante de Deus e da sua consciência.
O Matrimónio é uma aliança para
toda a vida. Jesus disse: "O que Deus uniu não separe o homem."(Mc 10,9). Para
muitos esta palavra é dura, pois não há garantia de êxito numa relação: as pessoas
podem enganar-se, o amor pode acabar perante a doença ou em situações de sofrimento.
Pode acontecer que duas pessoas que se amavam, não se compreendam mais. Já não são
capazes de dialogar entre si, tornam-se estranhas uma para a outra. Há casamentos que
fracassam.
Mas os cristãos devem confiar que,
mesmo neste caso, não os abandona o amor de Deus nem da Igreja de Cristo"
(Eu Creio - Pequeno Catecismo
Católico)
HUMANAE VITAE
FAMILIARIS
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