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A Páscoa é a festa das festas.
Jesus escolheu a altura da Páscoa para cumprir o que tinha anunciado em Cafarnaun: dar aos seus discípulos o seu Corpo e o seu Sangue: Veio o dia dos Ázimos, em que devia imolar-se a Páscoa. Jesus enviou então a Pedro e a João, dizendo: «Ide preparar-nos a Páscoa, para que a possamos comer" (...) Partiram pois, (...) e prepararam a Páscoa. Ao chegar a hora, Jesus tomou lugar à mesa, e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes então: «Tenho ardentemente desejado comer convosco esta Páscoa, antes de padecer. Pois vos digo que não mais a comerei, até que ela se realize plenamente no Reino de Deus.» (...)Depois, tomou o pão e, dando graças, partiu-o, deu-lho e disse-lhes: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim.». No fim da Ceia, fez o mesmo com o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu Sangue, que vai ser derramado por vós» (Lc 22, 7-20) Celebrando a última Ceia com os Apóstolos, no decorrer da refeição pascal, Jesus deu o seu sentido definitivo à Páscoa judaica. Com efeito, a passagem de Jesus para o Pai, por sua Morte e Ressureição - a Páscoa nova - é antecipada na Ceia e celebrada na Eucaristia, que cumpre a Páscoa judaica e antecipa a Páscoa final da Igreja na glória do Reino. |